março 16, 2006

SMART


Não, não se trata da marca de um carro. E garanto-vos que vale a pena ler. Este não é mais um modelo teórico daqueles caducos que frequentemente somos obrigados a aprender (note-se, a saber de cor) sem ver qualquer utilização prática, ou pelo menos, imediata. Não, este é diferente e temos muito a aprender com ele, em todas as áreas da nossa vida.


Ele aplica-se à avaliação do desempenho,

permite avaliar quão eficazes são os objectivos definidos pela secção X da empresa Y.

Mas deixemos de lado esse contexto e pensemos na nossa vida diária. Quantos de nós não traçamos as metas a alcançar este ano, no próximo ano, ou até em mais tempo? Já alguma vez pensaram se os objectivos que estabeleceram eram eficazes? Ou que o segredo do sucesso pode estar no modo como formulamos os nossos objectivos? Bem, sou sincera, não tinha pensado nisso até há bem pouco tempo! Mas o que vos disse é verdade e quis partilhar convosco o que aprendi em mais uma aula de técnicas de diagnóstico e intervenção I, porque acho que é importante, não só nos nossos actuais/futuros empregos (e até mesmo para aceder a eles para o contexto da entrevista), mas sobretudo na nossa vida pessoal.

Por isso, dou-vos um conselho: tracem objectivos SMART!


S (specific): planeamento detalhado do que há a fazer e como. Os objectivos generalistas tendem a ser menos eficazes.

M (mensurable): reflecte os vários aspectos mensuráveis e passíveis de verificação dos objectivos estabelecidos e que permitem compreender se as pessoas encarregues da sua concretização estão ou não em posição de alcançá-los.

A (agreed): este é o aspecto mais importante, que implica que os objectibos devem ser acordados previamente entre os intervenientes em causa, para que as pessoas estejam motivadas para percepcionar e sentir os objectivos estabelecidos com algo intrínseco a elas.

R (realistic): os objectivos só serão eficazes se forem realisticamente exequíveis.

T (timed): estabelecer prazos bem especificados.

Mas, não se esqueçam, é necessário um processo de feedback constante, isto é, revisão periódica dos objectivos, porque as exigência do meio são alteradas o que exige uma natureza mutável e dinâmica dos objectivos definidos.


Apliquem isto à vossa vida e ao vosso trabalho e penso que tudo será bem mais fácil! A grande lição é: não deixar os objectivos a pairar no ar!


Afinal, sempre vale a pena assitir às aulas!

2 comentários:

petal disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Alexandre Mota disse...

Uma posta bem 'smart'.
É uma forma inteligente de traçar objectivos.
Muitas vezes os objectivos são traçados sem que haja um devido acompanhamento. "Um dia chego lá", sem o devido acompanhamento, não é eficaz.