novembro 11, 2006

Rosa branca...


Numa noite encatadora que parecia arrancada de um conto de fadas, a Lua deixava os seus vestígios de luz no lago onde passeavamos de barco. As estrelas pareciam envergonhadas pela cumplicidade desenhada apenas por olhares. Guardara religiosamente na minha bolsa uma rosa branca durante o nosso passeio pelo jardim e, quando menos esparavas, surpreendi-te. Quem disse que não se oferecem flores a um homem estava redondamente enganado. Eu ofereci-te uma naquele instante como prova do meu amor, da minha pureza, da minha fidelidade. Recebeste-a com os olhos a brilhar e deste-me um beijo apiaxonado como que retribuindo o meu gesto.
Ficámos abraçados, a olhar o céu...e na magia daquela noite, vislumbrámos simultaneamente uma estrela cadente a rasgar o firmamento, num espectáculo quasse irreal. Contagiados por este cenário, os nossos corpos começaram a falar a mesma língua e, numa sintonia total, foi estabelecida a suprema união feita pelo amor, que originou uma melodia divinal e que não mais deixou de nos acompanhar.


...
Quantas pessoas naquele lugar tinham o instinto de olhar justamente no mesmo segundo para o céu e ver aquela estrela?! Milhares delas percorrem o seu caminho na esperança de encontrarem essa estrela, nem que seja por breves instantes e jamais a encontram porque acabam por se distrair, dando atenção a insignificâncias.
Tu e eu vimos essa estrela e alcançámos juntos o que mais desejavamos...o verdadeiro amor.

1 comentário:

Anónimo disse...

simplesmente linda esta "velha" carta...Amo-te muito... FM