fevereiro 03, 2008

Poema sem nome


Abro a porta e saio à rua.
Vultos negros dançam em meu redor,
vozes ofegantes ecooam gritando por ajuda.
Mas é inútil! Jamais serão ouvidas.
É esta a sina que carregamos.
É neste Mundo que caminhamos em direcção ao fim.
A solidão acompanha-nos,
não a podemos ignorar.
Ela está em todo o lado.
Sinto-me só, vivo só...eu estou só!
Ninguém me consegue ouvir.
Ninguém me consegue ver.
É vão continuar a lutar.
Esta realidade é desprezível,
Não passa do nada que é
e do tudo que possa representar.
É neste nada que vi,
ou tento sobreviver!
É neste Mundo que o Ser Humano
é uma simples sombra
que nasce, cresce e morre
sem que ninguém tivesse tido tempo
para reparar na sua existência!

1 comentário:

Mateus disse...

"Olá, me chamo Mateus, sou paulistano do bairro da Aclimação, tenho 26 anos, sou médico e R2 de Psiquiatria. Daqui a exatamente um ano, 5 de Fevereiro de 2009, dia do meu vigésimo sétimo aniversário, vou me suicidar. O meu suicídio, ao contrário da maioria dos suicídios, não será fruto de uma atitude passional ou desesperada, não, e a maior prova é a sua data marcada arbitrariamente. Sou excêntrico, é verdade, entretanto os motivos para fazer as coisas dessa maneira vão muito além da minha excentricidade(...)"

http://ultimoano.wordpress.com