maio 15, 2010

Falar baixinho

Vou susurrar-te ao ouvido tudo aquilo que te quero dizer neste momento e não posso, tudo aquilo que me atormenta a alma, que me consome a vida, sem poder vivê-la com a cor e a alegrai de outrora. Saberei em algum momento do futuro recuperá-las? Não sei...não me dizes, queres esconder-me tudo. Não te condeno, não me supreende, mas deixa-me mais triste. Sei o que poderíamos ser, o que posso vir a ser e, acima de tudo, sei que os meus sonhos se mantêm GRANDES como sempre. Se o concretizarei? Depende de ti...depende de mim...depende de nós...depende da sorte...depende do azar...depende das circunstâncias da vida que criarmos. Mas um dia vou saber...quando estiver sentada à lareira, com as rugas dos anos a reluzirem no meu rosto, olharei para trás e das duas uma: estarei feliz na certeza de que tudo vivi e de que tudo concretizei ao teu lado; ou irei recordar na certeza da tristeza que me algemou que não foi nada daquilo que podia ter sido.

Escolhe. Eu já escolhi!

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