setembro 16, 2007

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
não deixam saudade,
só as lembranças que doem
ou fazem sorrir.
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir.
São emoções que dão vida
à saudade que trago,
aquelas que tive contigo
e acabei por perder.
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer.



A chuva molhava-me o rosto
gelado e cansado.
As ruas que a cidade tinha
já eu percorrera.
Ai... O meu choro de moça perdida
gritava à cidade,
que o fogo do amor sob a chuva
à instantes morrera.
A chuva ouviu e calou
o meu segredo à cidade,
e eis que ela bate no vidro
trazendo a saudade.



(Jorge Fernando)

1 comentário:

aLrEaDy disse...

então e fotos da viagem ou mais qualquer coisa não?...a ver se te dedicas...são apenas escassos minutos