junho 07, 2011

Juro que não entendo...

Há muitos momentos em que o caminho mais fácil é simplesmente fugir ou até mentir para não vermos a nossa confortável posição ameaçada. Quando isso toca no que os outros sentem, estamos a usar armas indevidas numa guerra que não é a deles. Mas até aqui tudo bem...é a lei do mais forte, o sentido de sobrevivência. Grave é quando esse caminho implica mentir a nós próprios...aí estamos a ser desleais com o que sentimos e a hipotecar a oportunidade de sermos felizes. Só por que sim! Só por que é mais confortável! Só por que o medo fala mais alto! Só por que é mais fácil! Só por que ir à luta significa assumir o risco! A felicidade não se repete, vamos é encontrando no caminho outras formas momentâneas de sermos felizes, as chamadas réplicas. Aquela felicidade que nos enche a alma, que nos faz vibrar e que transparece nos olhos sorridentes, essa perde-se quando a abandonamos e desistimos de a recuperar.
Se podemos viver sem ela, claro que podemos [mas não é a mesma coisa].

Só nos restam duas opções: ou vedamos definitivamente os olhos que de forma insistente procuram afirmar a verdade do que sentimos, ou assumimos de uma vez por todas aquilo que nos vagueia no coração. Não há um meio termo que justifique não tomarmos uma decisão. Ou é preto ou é branco, neste caso não cinzento. Ou nos enganamos ou somos leais connosco próprios. E isso cabe a cada um decidir onde se quer posicionar e se está disposto a assumir as respectivas consequências de cada opção.

Mas quem sou eu para julgar?! Não o fiz, nem o farei. Só não pretendo ser uma bola de ping-pong que é jogada para um ou outro lado do campo conforme o estado de espírito. Se me culpabilizo por ter demorado demasiado tempo a perceber tudo com a devida clarividência, jamais me culparei por não ter tentado, por não ter lutado... Mas o verdadeiro guerreiro sabe qual é o momento de desistir. Eu assumo a derrota e já desisti há muito tempo.

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