agosto 29, 2005

gRaNdE LiÇãO

- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes o principezinho. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo. (...) Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês, para um traseunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais do que vocês todas juntas, por foi a ela que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi a ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.

(...)

Vou-te contar o tal segredo. - Disse a raposa. - è muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos... (...) Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. (...) Os homens já se esquecram desta verdade. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo quie está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa.

In, O Principezinho, Antoine de Saint-Exypéry

Sem comentários: