setembro 14, 2005

OuViNdO o SiLêNcIo... ...

«Três homens um dia decidiram adoptar a prática ascética de guardar silêncio absoluto até à meia-noite, altura em que iriam contemplar a lua cheia. Passado algum tempo um dos homens, distraidamente, exclamou: "Ora, é muito difícil não abrir a boca!". Ao ouvi-lo falar, um dos outros disse: "Você está a falar e isso é proibido!". Então, o terceiro, indignado com os outros dois, saiu com esta: "Vejam lá, sou eu o único que não falou"»

Esta simples estória é o reflexo do mundo barulhento em que vivemos: os ruídos dos carros e dos aviões, o som dos rádios, televisões e telemóveis, a gritaria das pessoas, e a dependência completa das palavras. E pouco espaço resta para ouvirmos o silêncio que a modernidade tanto despreza, porque passou a ser compreendido apenas como a ausência do ruído. Mas o silêncio tem muito mais valor, é muitas vezes nele que nos encontramos a nós próprios, que nos concentramos, que alinhavamos pensamentos, tomamos decisões importantes, encontramos respostas e é também em silêncio que são feitas muitas juras de amor, porque o silêncio vale mais do que mil palavras que possam ser proferidas nesses momentos.

O silêncio é uma lufada de ar fresco, que nos faz encarar as coisas de maneira diferente, porque é nele que conseguimos encontrar a calma e a força para ultrapassar os momentos difíceis com que nos deparamos e é nele que a beleza do amor é vista com outros olhos. Nem que seja por breves instantes, oiçamos apenas o silêncio… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …

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