março 04, 2006

Numa atitude visionária

Sem dúvida, é importante observar não só para aprender como se faz, como é que as coisas são, mas sobretudo, para percebermos o que se passa à nossa volta, o que está a acontecer, a quem, quando, onde…tudo! Por vezes, é necessário até mantermos uma postura distante, de meros figurantes na cena, para compreendermos melhor os meandros do que se está a passar ou para simplesmente desfrutarmos da beleza do momento que estamos a viver ou do local onde no encontramos.



(foto petal)


Penso que o grande problema reside no facto de termos um espaço demasiadamente longo, entre o observar e o agir/consciencializar. A atitude visionária que sociedade, em geral, assume, difunde uma determinada dose contagiosa de desresponsabilização e/ou de alienação. Por vezes, trata-se apenas de um ligeiro pensamento de passagem de testemunho que acaba imperar e por perpetuar o ciclo de “os outros fazem”, “o outros ajudam”, “os outros…”, sempre os outros! Ou pior, um ligeiro pensamento de desacreditação, porque nada se passa, nada daquilo se poderia passar porque, afinal, somos imunes a tudo e a qualquer coisa. Ou ainda uma existência ausente, o papel de observadores passivos, porque cada segundo vale ouro e pura e simplesmente não temos tempo para observar, para comunicar, para dar atenção ao outro que está mesmo ao nosso lado, mas ao mesmo tempo tão distante.



E assim, permanecerá, se o quisermos! (...)

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