(foto petal)
Penso que o grande problema reside no facto de termos um espaço demasiadamente longo, entre o observar e o agir/consciencializar. A atitude visionária que sociedade, em geral, assume, difunde uma determinada dose contagiosa de desresponsabilização e/ou de alienação. Por vezes, trata-se apenas de um ligeiro pensamento de passagem de testemunho que acaba imperar e por perpetuar o ciclo de “os outros fazem”, “o outros ajudam”, “os outros…”, sempre os outros! Ou pior, um ligeiro pensamento de desacreditação, porque nada se passa, nada daquilo se poderia passar porque, afinal, somos imunes a tudo e a qualquer coisa. Ou ainda uma existência ausente, o papel de observadores passivos, porque cada segundo vale ouro e pura e simplesmente não temos tempo para observar, para comunicar, para dar atenção ao outro que está mesmo ao nosso lado, mas ao mesmo tempo tão distante.
E assim, permanecerá, se o quisermos! (...)
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