junho 12, 2010

Há duas maneiras de estar na vida...

eu diria mesmo, de vivê-la.
Ir à luta, arriscar quando for preciso e não baixar os braços perante aquilo que são as nossas maiores certezas. Viver intensamente o momento, absover o máximo de cada sabor, de cada perfume, de cada circunstância. Aprender, aprender muito. Mas nunca, jamais, deixar de viver e de lutar pelo que sente cá dentro.

Ou...

Ficar quieta, postura discreta e débil. Sentada numa esplanada a ver a vida passar ao lado, enquanto lês um bom livro. Deixar que a vida se encarregue daquilo que não és capaz de fazer. Atribuir tudo isso à sorte, ao azar, ao destino. No fundo, o que quer que seja que possa descupabilizar a tua inércia e apatia. Viver simplesmente, um passo de cada vez sem pensar, sem questionar, às vezes até sem sentir. Mas porque nada queremos fazer, limitamo-nos a ir vivendo.


E quando não sabes exactamente qual é a atitude que a vida te pede em determinado momento. Lutar ou aceitar. Oscilo por entre a penumbra de um dia que não chega, ando sei saber o chão que piso. Verdade seja dita que sempre fui muito intensa na forma como vivo e luto por cada pedaço da minha suposta felicidade. Mas a vida ensinou-me que há momentos, quando não sabes que direcção seguir, é preferível seres espectadora da tua própria existência. Custa-me pensar assim, ver a vida a correr e eu aser arrastada por ela, sem direito a qualquer intervenção. Mas mais vale ficar quieta do que seguir por caminhos ainda mais cinzentos do que aqueles em que me escondo. Se ao menos tivesse um sinal, um sinal que fosse...seria suficiente, agarrava-me a ele e não mais o largava. Segui-o, independentemente do sítio onde ele me levasse. O caminho, claro...

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