julho 29, 2010

In Morrer é só não ser visto

«O luto foi duro, demorado, difícil. Eu tinha trinta e dois anos e o Pyppo estava a um mês de completar trinta e três. A meias, tínhamos uma filha com cinco e um filho a caminho dos dois. Nunca, até então, a morte tinha sido tão implacável, tão definitiva, tão trágica. De um momento para o outro, deixou-me sem chão, sem marido, sem pai, sem as canções que embalavam o sono dos filhos, sem abraços, sem companhia. E, no entanto, eu sabia – e, acima de tudo, sentia – que o Pyppo não tinha morrido, mas apenas mudado de latitude, de vibração, de frequência, e que, de onde quer que estivesse, velaria por nós.»

Sinto-te muito perto de mim, sei que estás aqui, que estarás sempre e que, de alguma forma, tentarás guiar-me. É isso que me dá alguma força para caminhar e lutar, sei lá mais contra o quê ou quem...Já nada faz sentido!

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