julho 06, 2005

MomEnTo EnCaNTadO


Um êxtase invade a noite, como se fosse a última vez
que a escuridão contagiasse a cidade, imergida num silêncio constrangedor,
criando uma atmosfera onde a natureza retoma as suas leis extraordinárias.

A Lua cheia sorri, superior pela sua inconfundível beleza,
envaidecida pela mágica contemplação
das suas companheiras de longa data,
que a fazem feliz e conservam intacta a sua perfeição.
A noite mergulha numa chuva divina, que compõe na escala musical
uma melodia encantada, despertando os astros para uma dança sobrenatural.

Um clarão de fogo surge inesperadamente no ar
iluminando, de forma única, este cenário celestial
e proporcionando um momento eternamente lembrado :
a fusão do lume com o mar infinito vislumbrado;
como se se tratasse da união de dois seres opostos
que se complementam e se amam na sua plenitude.

A coreografia acompanhada por um celestino imaginário,
prolongou-se até uma estrela cadente rasgar o firmamento
com um rasto de chamas que a sucedeu,
deslumbrando os olhos atentos do poeta,
que, após suspirar arrebatado, adormeceu.
Ali mesmo, num quadro angelical, onde a quimera se tornou real.

Na aurora matinal, depois de tentar espreitar por uma ou outra nuvem,
O Sol nasceu enfim… segredando-lhe os sentimentos perdidos,
Que juntamente com a luz, o despertaram de volta para o caos.

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