maio 16, 2010

Horizonte do sentir

«Sei-o bem, não to dissera antes porque ainda há barreiras para o tédio do além sentir, baixinho suspirara tanta vez a nova aurora que aparecia confusa nas minhas manhãs. Anunciei os meus passos antes de tos contar em segredos inquebráveis, depois despi os sufocos e os suspiros e como se fossem quedas de água deixei que me percorressem o corpo inteiro onde tu moravas. Agitei os meus olhos castanhos em direcção às tuas mãos, questionei-as acerca das sua carícias mas elas nem para mim falaram. Enfim soube, sempre soube, que o limite entre o que é de mim e o que é de ti era mais ténue do que a barreira que quebrava o horizonte. O meu horizonte és tu entre rasgos de pequenez. A minha grandeza reside no melhor de ti, a minha força está no teu sorriso, a minha simplicidade é a breve e ligeira quietude ternurenta da tua vida. »


In http://dancadelagrimas.blogspot.com/

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