maio 16, 2010

Por sentir a tua falta


«Está frio, mas o céu está limpo e consigo ver todas as estrelhas a brilhar e, como sempre, lá está a Lua, misteriosa mas com uma beleza e atracção inigualáveis.
O vento tenta acariciar-me o corpo e deixa-me a pele rosada, percorrendo-me uma sensação estranha , na qual qualquer sentimento mau desaparece dentro de mim.
Encontro-me perto do mar, numa falésia bem alta despida de vegetação, na qual as ondas insistem em acertar de forma constante.
Naquele preciso momento, o cheiro a mar, com o ar puro que percorria os meus pulmões e a minha solidão com a imensidão do mar, fizeram sentir-me um enorme calor no peito e alguma esperança, e repito, qualquer sentimento mau parecia desaparecer. Quase que era feliz.
No entanto, comecei a divagar na minha mente, enquanto permanecia estático naquela falésia, sem mexer um único músculo do meu corpo. Não demorou muito a perceber que o que me faltava era a tua companhia, repito, a tua companhia. O que me incomodava era a tua ausência, a saudade de ti...
Assim como uma noite, em que olho para o céu e não vejo a Lua na companhia das estrelas, bem como não ver o mar constantemente e de forma incessante a abraçar aquela falésia, a qual ali está e vai ficar, sempre, mas sempre, até um dia a erosão a apagar e o mar a levar consigo de vez para a eternidade.»

By alguém especial
Foto: Miguel Madaíl de Freitas (http://www.miguelmadail.com/)

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